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A que hora se forma a máxima do dia

Atualizado em 20 de setembro de 2026

A pergunta e como ela é medida

A que hora se forma a máxima do dia é uma das primeiras perguntas de quem chega aos futuros. Espera-se uma faixa de horário que sirva para tudo. Nesta série ela não existe: a divisão muda de um contrato para outro, e muda bastante.

A medição é simples. Para cada sessão procura-se o momento em que o preço marcou sua máxima e verifica-se em que trecho do ciclo de 24 horas ele caiu. Sobre milhares de dias, a contagem dá a porcentagem de vezes que cada trecho ficou com o extremo.

São comparados quatro contratos com o mesmo cálculo e o mesmo período: o futuro do S&P 500 (ES), o do Nasdaq 100 (NQ), o do ouro (GC) e o do título do Tesouro de dez anos (ZN). Saem do mesmo procedimento, então são comparáveis entre si.

As três sessões do ciclo de 24 horas

Esses contratos negociam quase vinte e quatro horas no dia útil, então o dia é cortado em trechos: o asiático, o de Londres, que cobre a manhã europeia, e o de Nova York, que coincide com o pregão norte-americano.

Os minutos que não caem em nenhuma dessas três janelas ficam agrupados à parte, como fora de sessão. São os vãos entre o fechamento de um trecho e a abertura do seguinte, e não são desprezíveis: ali também se formam extremos.

Onde fica o corte entre um trecho e o seguinte é uma convenção. Mover esse limite desloca extremos de uma coluna para outra sem que o mercado tenha feito nada diferente. Os números abaixo valem com os cortes desta série.

A divisão da máxima em quatro contratos

A tabela toma cada sessão, localiza a máxima do dia e a atribui a uma das três janelas. São 4.175 sessões no ES, 4.175 no NQ, 4.155 no GC e 4.165 no ZN, entre 2010-06-07 e 2026-09-15.

Os dois índices se comportam quase igual. No ES a máxima se forma na Ásia em 15,5% das vezes, em Londres em 37,0% e em Nova York em 29,4%. No NQ, 14,1%, 38,1% e 28,4% sobre suas 4.175 sessões.

Os outros dois se afastam. No GC a divisão é 26,2% na Ásia, 43,2% em Londres e 8,9% em Nova York, sobre 4.155 sessões. No ZN, 22,2%, 42,4% e 17,3% sobre 4.165 sessões. O que falta até cem por cento cai fora das três janelas.

En que sesion se forma el maximo del dia

ES, NQ, GC, ZN

InstrumentoAsiaLondresNueva YorkSesiones
ES15,5%37,0%29,4%4.175
NQ14,1%38,1%28,4%4.175
GC26,2%43,2%8,9%4.155
ZN22,2%42,4%17,3%4.165

n = 16.670 · 2010-06-07 a 2026-09-15 · dados de bolsa

Reparto del maximo diario entre las tres sesiones del ciclo de 24 horas. El resto hasta el 100% cae fuera de las tres ventanas, en los minutos entre cierre y apertura.

O ouro quebra a regra geral

A linha do ouro merece ser olhada sozinha. No GC a máxima do dia se forma em Londres em 43,2% das vezes e em Nova York em apenas 8,9%, sobre 4.155 sessões. É o desequilíbrio mais forte da tabela.

Compare com o ES: Londres fica com 37,0% das máximas e Nova York com 29,4%, sobre 4.175 sessões. Há vantagem europeia, mas as duas janelas estão bem mais parelhas. Entre GC e ES não há um detalhe, há outra divisão.

O ZN confirma que o ouro não é um caso isolado: 42,4% das máximas em Londres contra 17,3% em Nova York, sobre 4.165 sessões. Os contratos que não são índices acionários concentram mais extremos antes de Nova York abrir.

A consequência é direta. A hora em que você olha o mercado depende do contrato, não de uma regra geral. Levar para o GC o que você viu no ES é trocar de divisão sem perceber.

Máxima e mínima no ES, com a faixa de fora de sessão

A segunda tabela fica no ES e acrescenta a outra metade do dia: onde se forma a mínima. As mesmas 4.175 sessões e o mesmo período, com uma coluna para os minutos que caem fora das três janelas.

Londres produz 37,0% das máximas e 37,2% das mínimas: o mesmo peso dos dois lados. Nova York, 29,4% e 27,8%. Os dois trechos mais movimentados não preferem um extremo específico.

A Ásia prefere: contribui com 15,5% das máximas e 22,3% das mínimas, a assimetria mais clara da tabela. E fora de sessão recolhe 18,0% das máximas e 12,7% das mínimas do ES.

Onde se formam a máxima e a mínima do dia

ES

SessãoMáxima do diaMínima do diaSessões
Ásia15,5%22,3%4.175
Londres37,0%37,2%4.175
Nova York29,4%27,8%4.175
Fora de sessão18,0%12,7%4.175

n = 4.175 · 2010-06-07 a 2026-09-15 · dados de bolsa

Distribuição do extremo diário entre as três sessões do ciclo de 24 horas. 'Fora de sessão' são os minutos que sobram entre fechamento e abertura.

Os limites desta medição

As janelas são um acordo, não um fato do mercado. Outra fonte com cortes diferentes vai publicar outras porcentagens sobre os mesmos dias, e nenhuma das duas estará errada.

A tabela registra em que trecho a máxima caiu, não a que distância ficou do resto do dia. Uma sessão pode marcar sua máxima na Ásia por poucos pontos; na contagem isso pesa igual a uma máxima que dominou o pregão inteiro.

A série vai de 2010-06-07 a 2026-09-15 e mistura regimes de volatilidade muito diferentes. Uma média de tantos anos não descreve o mês que está à sua frente, nem separa as sessões com dado macro das que não têm.

E há o custo. Que um extremo se forme de madrugada não significa que dê para operar ali nas mesmas condições: fora do horário principal o spread é mais largo e o book, mais fino. Nenhum número aqui desconta spread, corretagem nem slippage.

Como usar esta divisão

O uso razoável é de enquadramento. Antes de fixar em que horas você acompanha um contrato, olhe onde se formam os extremos dele em uma amostra ampla, em vez de dar por boa a faixa a que você está acostumado.

O segundo uso é de registro. Anotar em que trecho se formou o extremo de cada sessão que você opera, e comparar com a divisão histórica do contrato, torna a tabela verificável contra a sua própria experiência.

Este texto é material informativo sobre leitura de dados históricos. Não é assessoria de investimento personalizada nem recomendação sobre nenhum instrumento. Resultados passados não antecipam resultados futuros e operar futuros envolve risco de perda.

Perguntas frequentes

A que hora se forma a máxima do dia em futuros?
Depende do contrato. No ES a máxima cai na faixa de Londres em 37,0% das vezes e na de Nova York em 29,4%, sobre 4.175 sessões. No GC, Londres fica com 43,2% e Nova York com 8,9%, sobre 4.155 sessões.
Por que no ouro a máxima quase nunca se forma em Nova York?
A tabela registra a divisão, não a causa. No GC apenas 8,9% das máximas diárias aparecem na faixa de Nova York, contra 43,2% em Londres, sobre 4.155 sessões.
Esta divisão serve para escolher a melhor hora para operar futuros?
Não sozinha. Ela mede onde se formam os extremos, não se operar naquela faixa é lucrativo. Fora do horário principal o custo sobe, e estes números não descontam spread, corretagem nem slippage.
O que significa a coluna de fora de sessão?
São os minutos do ciclo de 24 horas que não caem em nenhuma das três janelas. No ES eles recolhem 18,0% das máximas e 12,7% das mínimas do dia, sobre 4.175 sessões.

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